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Maldita morte, até sempre Chico António!

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  Nos desdobramentos do crepúsculo, a melodia de Moçambique chora a perda inestimável de Chico António no dia 13 de Janeiro, cuja voz singular transcendeu a esfera musical, tornando-se uma sinfonia eloquente e erudita. Dotado de um vocabulário luxuriante, Chico entrelaçou palavras como fios preciosos, criando uma linguagem resplandecente em cada nota da sua música magistral, especialmente na magnum opus “Baila Maria”, “Antlissa Maria”, “Mercandonga”, entre outras músicas de sua autoria. Sua narrativa existencial é um enigma intrincado, uma trama que desvela a vicissitude de um artista que, em meio às encruzilhadas de Maputo, antiga Lourenço Marques, perdeu-se ainda menor em idade e viveu de sacrifício de um para o outro lado e não apenas geograficamente, mas nas dobras do desconhecido, ignorando o paradeiro de sua linhagem sanguínea. Somente a terra de Magude era o farol a guiar suas raízes esquecidas. Neste lamento, lamentamos a efemeridade da vida que não nos concedeu a oportun...

Samora Machel Reviviscere!

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  Severino Elias Ngoenha, um dos maiores entre os amantes da filosofia em Africa, escreveu muito sobre a nossa realidade em uma das suas obras: Samora Machel Ícone da Primeira República? Onde aborda a figura de Samora Machel, antigo e primeiro presidente de Moçambique independente, explorando seu impacto político e social no contexto africano pós-colonial. Em meio às páginas que ganham vida, emerge “Samora Machel Reviviscere!” de Albath da cruz, umas páginas que se propõe a ser mais do que uma mera narrativa histórica, mas sim uma tentativa de ressuscitar e revitalizar os ideais que permearam a vida do líder político emblemático, um dos filhos mais queridos de Moçambique, o presidente Samora Moisés Machel. Aquele que no dia da sua morte, os moçambicanos choraram igual ao choro de uma mulher quando perde o seu único filho! Do latim “Samora Machel Reviviscere” traduzindo para a língua portuguesa Samora Machel Ressuscita, para inspirar e iluminar a cada moçambicano para que de forma...

Será que já estamos no ano novo?

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Estamos na "primeira semana do ano 2024". E me veio a aspiração de levantar uma profunda reflexão, mesmo consciente de que estamos em momento de convivência e confraternização pela passagem de um ano para o outro. Mas o que significa passar para o Ano Novo? O que verdadeiramente quer dizer estar no novo ano? Ora vejamos, no intrincado tecido do tempo, marcado pela sucessão implacável dos anos, encontramo-nos diante da encruzilhada que é o novo ano. Uma paleta de oportunidades se desdobra perante nós, como se o calendário, meticulosamente organizado pelos homens, fosse um percurso delineado para aprimorarmos nossa jornada existencial. Todavia, ao contemplar este recomeço anual, emerge uma reflexão vital sobre a necessidade premente de transformação de atitudes para o bem. É inegável que o calendário é uma construção humana, uma estrutura concebida para moldar o fluxo temporal, uma trama entrelaçada por dias que se sucedem como capítulos de uma narrativa efêmera. Contudo, sua...

Na festa de família nunca fale mal do teu parente diante dos convidados

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  Numa dança suave entre laços de sangue e laços de coração, os encontros familiares desdobram-se em histórias entrelaçadas. É crucial, nesse palco de afetos, cultivar uma linguagem que promova a união em vez da discordância. Ao abrir as portas de nossa casa, seja para festas familiares ou momentos íntimos com os entes queridos, é como tecer uma tapeçaria de relações. Num mundo onde a perfeição é uma quimera, compreender que cada fio da nossa história familiar contribui para a trama única que somos é fundamental. É tentador, por vezes, pintar retratos sombrios de familiares, submergindo nos detalhes que nos desagradam. Contudo, a verdadeira maestria reside em transformar as críticas em construção. Aquilo que não nos agrada em um familiar é uma oportunidade de crescimento mútuo, uma ponte para o entendimento e a evolução. Nas festas familiares, evitemos a tentação de adornar a realidade com falsos brilhos. A grama do quintal do outro não é sempre mais verde, e cada família enf...

O Jornalista da TV Sucesso precisava mesmo fazer a questão daquele modo ao professor recém-graduado?

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Ao longo desta semana nas redes sociais circulou em Moçambique muita informação, como por exemplo sobre os raptos disfarçados, barrulho durante a apresentação do Informe de Estado da Nação na Assembleia da República por um grupinho que trajava camisetas pretas, mas uma das coisas que mais me marcou é sem dúvida a reportagem em que um jornalista por sinal da TV Sucesso entrevista um professor recém-graduado e convidando-lhe a entoar o hino nacional a partir da segunda ou terceira estrofe. Isso me pareceu ridículo e me levou a fazer uma reflexão sobre a missão e o papel do jornalista em Moçambique.  Numa cena digna de uma tragicomédia, o jornalista da TV Sucesso, durante uma reportagem sobre um recém-graduado no Instituto de Formação de Professores Primário, revelou uma maestria questionável em suas abordagens. O jovem professor, diante das várias perguntas, respondeu com perfeição, demonstrando seu conhecimento recém-adquirido. Contudo, o ápice do constrangimento surgiu quando o j...

Cada um lambe onde se sente bem

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  Na era do constante debate político moçambicano, temos sidos bombardeados com a expressão “lambe botas”. Ao tentar decifrar seu significado, deparo-me com uma complexidade interpretativa. Parece referir-se àqueles que fervorosamente defendem ideias partidárias ou do governo do dia. No entanto, proponho uma reflexão mais profunda: “Cada um lambe onde se sente bem”. Esta expressão, aparentemente simples, encerra uma verdade universal. Quando adentramos o campo de jogo da vida, não desejamos a derrota da nossa equipe. É natural torcermos pela vitória do grupo ao qual estamos vinculados. Assim como ninguém vai ao estádio esperando ver sua equipe perder, na esfera política, científica, religiosa e social no seu todo, cada indivíduo busca o triunfo daquilo ou daqueles que abraça. Entretanto, é imperativo não difamar aqueles que defendem causas distintas. Em todo o mundo, cada ser humano encontra-se imerso em uma teia de convicções e realidades. Assim como torcer pela própria equipa...

O "Moluene" que queria ser Presidente

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  Era uma vez, um "Moluene" que vivia agitando e ofendendo as pessoas em sua volta. Num belo dia o "Moluene" foi chamado publicamente de "Moluene", isto deixou-o totalmente desconfortável, quase que partiu para fazer o uso da força física simulando agredir em forma de ameaça a pessoa que lhe chamará de "Moluene".   Assim sendo o "Moluene" demonstrava claramente as suas habilidades e diplomas de "Moluene". Ele gosta tanto de ofender os outros e uma simples retribuição de ofensas que adequam a realidade, o "Moluene" decidiu ser o que ele é, agressivo e Marginal. Já imaginaram um dia o "Moluene" tornar-se presidente de algum lugar, acho eu que iria agredir os munícipes todos os dias da sua vida! Por tanto, num mundo onde o tempo tece as linhas do destino, há um termo que ressoa como um eco persistente, penetrando os cantos mais sombrios da sociedade: "Moluene". Essa palavra, que carrega consigo o...