Será que já estamos no ano novo?

Estamos na "primeira semana do ano 2024". E me veio a aspiração de levantar uma profunda reflexão, mesmo consciente de que estamos em momento de convivência e confraternização pela passagem de um ano para o outro. Mas o que significa passar para o Ano Novo? O que verdadeiramente quer dizer estar no novo ano?

Ora vejamos, no intrincado tecido do tempo, marcado pela sucessão implacável dos anos, encontramo-nos diante da encruzilhada que é o novo ano. Uma paleta de oportunidades se desdobra perante nós, como se o calendário, meticulosamente organizado pelos homens, fosse um percurso delineado para aprimorarmos nossa jornada existencial. Todavia, ao contemplar este recomeço anual, emerge uma reflexão vital sobre a necessidade premente de transformação de atitudes para o bem.

É inegável que o calendário é uma construção humana, uma estrutura concebida para moldar o fluxo temporal, uma trama entrelaçada por dias que se sucedem como capítulos de uma narrativa efêmera. Contudo, sua função transcende a mera contagem de dias, estabelecendo-se como um convite à introspeção e renovação. Diante do virar da página, somos chamados a abandonar as sombras do passado e abraçar a luz do potencial futuro.

A mudança, imbuída de uma imperatividade irrefutável, emerge como a essência desta jornada anual. Cada ano que se despede, como uma vestimenta gasta, clama por uma renovação que vai além do simbolismo. Se almejamos verdadeiramente habitar o novo ano, é imperativo que a metamorfose se efetue no cerne de nossas atitudes. A repetição de comportamentos nefastos do ano anterior é um fardo que, se mantido, impede-nos de atravessar o limiar real do Ano Novo.

Assim, a mudança não é apenas uma formalidade, mas uma convocação para a autotransformação, uma metamorfose interior que nos impulsiona na direção do melhor. É o compromisso de abandonar as bagagens indesejadas e seguir adiante com uma bagagem mais leve, permeada por aprendizados e resiliência. A verdadeira marca do Ano Novo não reside apenas na virada do calendário, mas na virada de página de nossas vidas.

Mudar o modo de vida para o melhor é um desafio grandioso, um compromisso consigo mesmo que exige coragem, autenticidade e perseverança. É a consciência de que cada atitude reverbera não apenas em nossa jornada individual, mas também na teia interconectada da sociedade. Saber ser e estar perante os outros não é apenas uma etiqueta social, mas uma expressão de empatia e respeito, pilares fundamentais para a construção de relações genuínas e significativas. Será que já estamos no novo ano? Cada um deve fazer uma introspeção e responder com atitudes de mudança.

 

Não vale em nada dizer que estamos no Ano Novo, se as atitudes continuarão as mesmas, como por exemplo faltar ao dever, faltar com a palavra, beber demasiado, roubar, mentir, desejar o mal a outra pessoa, viver com ódio, fofocas, inveja, egoísmo, narcisismo, desprezo para com outros, agitador para a violência de uns contra os outros, bem como prostituir-se entre outras coisas que afetam negativamente a boa convivência entre os seres humanos.

Assim, ao cruzarmos o portal do novo ano, não nos afundemos na complacência da inércia. Abraçar a mudança é abraçar a própria evolução, é reconhecer que somos arquitetos de nosso destino. Que cada Ano Novo seja uma tela em branco, aguardando ser preenchida com pinceladas de esperança, superação e crescimento. Neste ciclo contínuo de renovação, que cada passo adiante seja impregnado com a determinação de construir um ano que, ao findar, se transforme não apenas em uma página virada, mas em um capítulo memorável de uma história única e inimitável.


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