Os “Sacanas” em Cabo Delgado - Por ALBATH DA CRUZ
Não pretendo me alongar, nem tão pouco explicar o significado do termo “sacana”. Platão foi apologista de que a política tem a sua origem na convencionalidade, e, por outro lado, Aristóteles defendeu com unhas e garras de que a política tem a sua origem na sociabilidade humana. Assim sendo, o homem nasce político, ou por outras, ele é de natureza política.
São tantos filósofos, intelectuais, escritores e académicos que pensaram e escreveram sobre a política e, igualmente, as melhores formas de participação activa na actividade política. Não irei arrolar suas teses aqui, mas, desde antiguidade até a actualidade muitas teorias para a melhor forma de promover uma convivência no espaço público para a promoção do bem-comum e a felicidade humana foram avançadas.
Cristian Negabaner aponta para três lugares privilegiados para os académicos, intelectuais e filósofos em África que são: 1. estar no Governo do dia a defender políticas governamentais mesmo não sendo boas; 2. uma outra forma é estar no estrangeiro, como um místico que tanto se opõem a questões de sua pátria, mas nunca volta para a terra natal, assim sendo, fala, canta e escreve sobre os erros, bem como da má gestão dos políticos de seu país de origem, mas sempre permanece na diáspora como se de cobarde fosse. 3. por último, os estudiosos só podem ser heróis, mortos no túmulo!
Assim sendo, criticam, falam a verdade e terminam abatidos como tantos que de nada valeria alistar seus nomes nesta breve reflexão. Alguns de nós, nem sequer desejamos saber, onde estamos e nem para onde iremos. Mas sim, queremos filosofar para que a humanidade seja cada vez mais humana e melhor organizada na busca do bem-comum.
Bobbio tanto falou do poder e das formas como se pode chegar a ele. E agora, estes “sacanas” que tanto fazem mal para as populações indefesas e as instituições administrativas de Cabo Delgado, de Palma, o que seriam se não “sacanas”?
Que desejam afinal os “sacanas” em Cabo Delgado? Eles sequer se identificam de forma clara. Daí, a necessidade de chamar a nossa razão para fazer uma investigação e conhecer sua identidade e anseios. Na verdade são “sacanas”! Que querem seus malfeitores? Lutam contra o nosso Estado? Estão contra as nossas riquezas? Ou ainda, lutam para possuírem os nossos recursos minerais? Ou então, lutam para dizimar o povo?
Não me cansarei de repetir até atingir o número de doze palavras “sacanas”! Na verdade, sois chamados de terroristas no nosso belo Moçambique, mas para mim não passam de “sacanas”. Sois sim “sacanas”, porque, maltratam, destroem, mutilam e matam causando dor, consternação e luto nas famílias moçambicanas sem piedade. Estamos saturados de clamores, de choros e gritos por causa de vossas incursões desumanas e macabras.
Os recursos que tanto lutam por eles não vos pertencem. Tais riquezas são dos moçambicanos que são os verdadeiros e legítimos donos. Ninguém deve tirar de nós o que nos pertence por direito.
Não sei se já ouvistes falar de uma luta injusta. É sem dúvida aquela que acontece em Cabo Delgado, onde as populações são castigadas e torturadas por coisas que não conhecem. Só sabem que há tantos “sacanas” que lhes forçam a sair de suas terras, terras de seus antepassados. Os religiosos tanto rezam para o fim da violência nesta parcela de Moçambique. O governo, na pessoa do Presidente Nyusi, também esta a envidar esforços para acabar com vossas acções inimigas da pátria, “sacanas”.
Uma vez que nos encontramos na Semana Santa, que as orações sejam em prol do fim da violência no mundo, e para o caso de Moçambique, em Cabo Delgado, onde os “sacanas” derramam sangue e destroem o que ao longo dos anos foi construído com sacrifício. Sem declararem guerra, os “sacanas” criam uma dor que vai assumindo contornos eternos momento á momento.
Que o Bom Deus continue a nos assistir e a olhe por estas populações que tanto sofrem e que as FDS continuem activamente, em prontidão no teatro operativo norte.
Repeti doze vezes o termo “sacana”, dado que, o número doze é perfeito e sagrado. Talvez algo mude para o melhor. Que Jesus Cristo seja crucificado e ressuscite nas nossas vidas. Que a ressurreição seja sem dúvida a paz individual e que ira se tornar colectiva para que possamos viver num ambiente mais seguro e tranquilo, onde reina a compaixão e o amor ao próximo.
Ámen.
Good!! Gostei da abordagem, espero que os sacanas tomem coragem e se entreguem ... A paz está deve estar em nós.
ResponderEliminarMano você escreve. Parabéns
ResponderEliminar