Como estudar e tirar 20 valores nos testes (parte 3)? Por ALBATH DA CRUZ

A leitura proveitosa

Como estudar e tirar 20 valores nos testes (parte 3)?  Por ALBATH DA CRUZ

São várias as vezes que ouvimos estudantes a dizerem que quando se colocam a ler um livro ou matéria recomendada pelo docente, sempre lhes doe a cabeça e ficam sem vontade de continuar. Sim isto constitui uma verdade, mas seria bom que seguíssemos algumas táticas para que a leitura tenha êxito e consequentemente proveitosa. Na vida as coisas não devem ser feitas só por que devem, mas o que conta é a maneira como as fazemos e só assim poderemos ter ou não sucesso. Uma vez teríamos visto um professor a dar o mesmo tema para todos os alunos e alguns deles reclamavam dizendo que o tema era o mesmo para todos. O professor por sua vez dizia aos estudantes que “o problema não estava em o tema ser ou não o mesmo; mas o que na verdade interessa é sem dúvida a novidade que cada estudante podera trazer na sua dissertação, partilhado a sua propria experiência de vida, sem, no entanto, se esquecer de falar do tema na perspectiva de resolução dos problemas que apoquentam a si e a sua comunidade”. É sabido ainda que quando lemos podemos ganhar o mundo em nossa volta por vários motivos, tais como ficamos a conhecer as outras realidades em nossa volta. Conseguimos assim entender a vivência dos outros e a maneira como elas superaram uma e outra dificuldade no seu percurso académico ou até mesmo na sua vida profissional como trabalhadores. A leitura sempre fez bem ao intelecto, por isso que os grandes intelectuais da história da humanidade sempre procuraram ouvir, para poderem ler e depois argumentar em forma de dúvida ou ainda em forma de refutação de uma determinada ideia. Isto vai na linha do que acontecia na escola Pitagórica (Filósofo), onde os seus alunos no primeiro nível não viam a cara do seu mestre, eles só ouviam a voz e não conheciam quem estava a lhes ensinar. No segundo nível poderiam sim ver a cara da mestre, mas nem tão pouco estevão, permitidos a dar algum contributo em volta da matéria e também não deveriam laçar uma dúvida ao professor. Num terceiro nível, se assim podemos dizer, eles já poderiam ter dúvidas sobre a matéria, isto para sustentar a ideia segundo a qual, primeiro devemos ouvir, investigar para depois termos uma dúvida. Ora, no quarto nível, os alunos já poderiam dar alguma sugestão em volta do que aprendiam e no quinto nível, já poderiam mesmo refutar o pensamento do seu mestre ou dissertarem um ensaio na linha do mestre. É verdade que são vários os ensinamentos que podemos colher deste pensamento, mas uma realidade é que ninguém pode ter algo para sugerir em volta de um livro ou apontamentos e que ainda não leu. Por isso que na sala de aulas encontramos alunos que nas aulas estão sempre calados e nos intervalos são os que mais conversam. Bom existe a questão do mendo em tirar as palavras, situação esta que iremos desenvolver num dos capítulos sobre como perder o medo para falar facilmente na sala ou em qualquer audiência. Mas muitos dos casos que levam os alunos a ficarem calados durante as aulas é porque não leram e como dizia o Padre José Pinto em suas eloquentes homílias nas celebrações eucarísticas “nunca podemos depenar um sapo”. Isto para mostrar que o sapo não possui penas, ideia esta que vai ao encontro do pensamento segundo o qual se o aluno não leu, então não conseguiu arquivar nenhuma informação em sua mente, consequentemente não tem nada a dizer porque a leitura é o meio pelo qual mentalizamos a matéria e ficamos a saber sempre de alguma coisa nova.

É preciso referir que existem vários tipos de leitura; algumas recomendadas pelo docente, outras de entretenimento, de revisão continua da matéria e até mesmo de cultura geral, onde o estudante esta preocupado em saber sobre um leque de assuntos que existem em sua volta. Mas quando lemos em cada uma destas formas de leitura; precisamos usar de uma metodologia diferente. Dado que, o tipo de concertação não pode ser a mesma. Ao lermos por exemplo um livro de cultura geral ou de entretenimento, não podemos exercer o mesmo esforço ou metodologia; isto é, caminhos, procedimentos que empreendemos na revisão da matéria que vai ou não ser avaliada pelo professor entre outras. Deste modo, na leitura de entretenimento é mesmo para treinar a mente para ganhar o gosto pela leitura, por isso que o tipo de informação que lá encontramos geralmente é de fácil percepção e assimilação. Diferentemente de leitura recomendada pelo docente ou ainda da revisão da matéria que precisa de mais esforço porque uma grande audiência nos espera para dizermos o que entendemos do nosso estudo ou investigação.

Há estudantes que tem medo do silêncio que até tem a coragem de se colocarem a estudar com os auriculares nos ouvidos escutando a música do telemóvel, uma maneira não aconselhável para que possamos ter uma leitura proveitosa. Um outro aspecto que temos que tomar em conta é o facto de antes de irmos directo aos apontamentos iniciemos por ler aquelas informações de entretenimento, tais como as dos bonecos animados, um romance, até mesmo de informação noticiosa como jornal, revista entre outros. Hoje em dia temos mais vantagens na preparação para a leitura proveitosa; isto é, leitura com sucesso, porque tem muitos meios tais como a internet com os seus múltiplos serviços. Esta preparação para o estudo, que também podemos chamar por ambientação, pode ser feita durante uns quinze minutos e depois iniciamos com a revisão da matéria recomendada que pode ser durante umas duas horas no mínimo. É verdade que surgirão dificuldades, mas com um pouco de esforço chegaremos a uma leitura que nos trará benefícios e muitos frutos para o nosso processo formativo.

A leitura proveitosa deve ser feita sempre com um lápis ou caneta na mão para sublinhar as partes mais importantes. De referir que também são retiradas as palavras mais difíceis para consultar no dicionário ou na enciclopédia. Assim sendo, a leitura deve proporcionar a criação de uma ficha de leitura, onde estarão sintetizadas as principais ideias do fruto da leitura. Em algumas circunstâncias o estudante vai ficar cansado na leitura, principalmente quando for a matéria recomendada pelo professor em sala de aulas. Nestes casos, pode ler os apontamentos ou livros recomendados, para depois fazer pequenos intervalos com a finalidade de arrefecer a mente distraindo-a um pouco, dando uma volta pelo jardim, apreciando a beleza da natureza ou mesmo caminhar um pouco se abstraindo. É recomendada a leitura primeiro de apontamentos menos difíceis de compreende-los para os mais complexos.

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