Política do "Ódio" partidário
Numa
época em que a política e a sociedade moçambicana estão a passar por desafios
significativos tais como manipulação e agitação de alguma parte da população
jovem, é crucial refletir sobre a maneira como alguns Moçambicanos concebem o
papel dos acadêmicos, intelectuais e ativistas sociais no cenário político do
país. Há uma ideia infeliz que se espalhou, sugerindo que ser um crítico social
ou intelectual comprometido é sinônimo de nutrir ódio pelo partido político no
poder.
Esta percepção distorcida coloca em perigo o progresso e a estabilidade de Moçambique. Não podemos negar que o partido no poder como qualquer outro em toda a face da terra, não está isento de críticas legítimas. A crítica construtiva é essencial para qualquer sociedade democrática, e os acadêmicos e intelectuais têm um papel importante nisso. No entanto, é igualmente vital que essas críticas sejam fundamentadas em evidências e feitas com responsabilidade, fazendo sempre análise em várias perspectivas e não ficar simplesmente numa única visão como temos visto constantemente na nossa sociedade.
O
problema surge quando a crítica se transforma em mera oposição por oposição,
sem a devida consideração pela estabilidade política e desenvolvimento do país.
O ódio infundado em relação ao partido no poder por parte de uma minoria que
serve a interesses obscuros, não contribui para um Moçambique melhor! Pelo
contrário, isso perpetua uma atmosfera de divisão, desconfiança e instabilidade
que prejudica o bem-estar das comunidades.
Deve
haver espaço para o diálogo construtivo e o debate informado, em vez de
acusações vazias, agitações e ódio partidário. Moçambique precisa de líderes e
cidadãos comprometidos em trabalhar juntos para superar desafios complexos,
como a pobreza, a insegurança e o subdesenvolvimento. É fundamental que haja
uma oposição responsável, pronta a apresentar soluções viáveis, em vez de simplesmente
rejeitar o status quo.
Além
disso, é crucial respeitar as regras e os princípios democráticos. Tomar o
poder à força não é o caminho a seguir. Devemos reforçar nossas instituições
democráticas e seguir os procedimentos estabelecidos para o desenvolvimento e alcance da tranquilidade duradoura. Qualquer tentativa de tomar o poder à força só levará a mais
instabilidade e sofrimento para o povo moçambicano.
Portanto, é hora de desconstruir essa mentalidade de ódio infundado e confrontacional. Precisamos de líderes e cidadãos que busquem o bem comum, que sejam críticos, mas também construtivos em suas críticas. O futuro de Moçambique depende de uma sociedade que valorize a cooperação, o respeito pelas regras democráticas e o desejo genuíno de melhorar as condições de vida das comunidades.
contudo e ainda bem que estamos no dia do Primeiro Presidente de Moçambique independente, irei me inspirar no saudoso Samora Moisés Machel, promotor da unidade e da reconciliação entre os moçambicanos. Ele defendia a ideia de que o ódio é prejudicial ao progresso e à estabilidade do país. Embora não tenha citado especificamente "combate ao ódio" em seus discursos, suas palavras e ações refletiam um compromisso com a paz, a igualdade e a cooperação em Moçambique. Uma das citações mais famosas de Samora Machel é: "A luta continua, a vitória é certa." Isso simboliza a perseverança e a esperança que ele tinha para o futuro do país, destacando a importância da unidade em face das adversidades.

Khanimambo, Khanimambo Samora!
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