O dinheiro no amor conjugal
Neste momento de reflexão, abordo uma temática que muitas
vezes causa polêmica e desequilíbrio nas relações entre homens e mulheres: o
dinheiro. É inegável que as mulheres merecem ser tratadas com respeito e
cuidado em todos os aspectos, como tão bem nos lembra a cantora Marllen em sua
bela música “Taratara”, retratando que a mulher se cuida e se valoriza. Ou ainda em Lizha
James na música “Ni Txati Mina” mesmo que Eu quero-me casar com ele. No
entanto, é necessário questionar os excessos que algumas mulheres têm cometido
ao olhar para o homem como a única fonte de sua satisfação econômica.
É triste constatar que alguns homens se têm desesperado, chegando até a extremos como o suicídio ou a insanidade, porque não conseguem resolver todos os problemas ou atender a todas as necessidades de suas esposas. Como é do nosso conhecimento, há mulheres que desprezam os seus maridos por não conseguirem arrecadar com as suas contas por isso que Carlos e Zaida Chongo cantaram “Wasanti” retratando ou defendendo que algumas mulheres não são de confiança, principalmente quando se fala de dinheiro. Essa pressão imposta pela sociedade, onde o homem é constantemente visto como aquele que deve ter dinheiro, precisa ser repensada. Afinal, a deusificação e a adoração do dinheiro não podem ser o fundamento de um relacionamento saudável. Por isso que outros homens atrapalhados quando acertam um bom dinheiro sentem se bonitos para envolverem se com todas as mulheres ao seu redor, até chegam a importar.
Por outro lado, também é importante criticar os homens
que mantêm uma longa lista de mulheres, como se isso fosse sinal de status ou
sucesso e fazem-se de bons pagadores de contas até para mulheres dos outros
como diz ainda a música “Wasanti” de Carlos e Zaida Chongo. Devemos lembrar das
palavras da escritora moçambicana Paulina Chiziane, que em algum momento
defendeu a poligamia. No entanto, é hora de repensar esse comportamento, pois está
se tornando insustentável.
Viramos à esquerda e nos pedem dinheiro, cumprimentamos
uma mulher e ela já nos solicita ajuda financeira, até mesmo a amizade parece
ser apenas uma oportunidade para alguém nos pedir dinheiro. Assim, não pode
ser! Chega a ser desolador quando o dinheiro se torna o foco principal das
relações interpessoais.
Mas onde estão as mulheres empoderadas? Aquelas que
contribuem igualmente para as finanças do lar, que sabem dividir as contas em
qualquer situação. São essas mulheres batalhadoras, vendedoras, professoras,
enfermeiras, empreendedoras, que verdadeiramente valem a pena ter como esposas.
Sim aquelas mulheres que Anita Macuacua disse em sua música “Wansati Xiluva”
mesmo que a mulher é flor da humanidade, elas são a origem maternal da
humanidade, são o desenvolvimento social e económico quando cumprem com o seu
verdadeiro papel. Aquelas que entendem a importância da independência
financeira e não veem o homem como um mero provedor.
A verdadeira beleza de uma mulher não está em sua
capacidade de pedir dinheiro ao homem, mas sim em sua habilidade de contribuir
para a sociedade de uma forma útil e valiosa. Encontrar uma parceira que saiba
fazer algo relevante para a humanidade é um tesouro, muito mais valioso do que
a busca incessante por alguém que apenas solicite dinheiro.
Portanto, é hora de repensarmos nossas prioridades e a
forma como encaramos o dinheiro nas relações. Carlos e Zaida Chongo também fizeram
no passado uma crítica sobre a valorização do dinheiro nas relações na sua música
“Male” onde retrataram o dinheiro que os homens colocam sempre em frente de
tudo e querem a todo o custo. Homens e mulheres devem ser parceiros igualitários,
compartilhando responsabilidades financeiras e contribuindo para o bem-estar
mútuo. Afinal, somente quando abandonarmos a cultura de idolatrar o dinheiro
poderemos construir relações verdadeiramente saudáveis e significativas.

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