“Os cúmplices do inimigo são nossos inimigos” Samora Machel!

 

A guisa da minha explanação gostava de trazer ao alto uma expressão Sagrada e sobejamente conhecida pelos leitores da Sagrada Escritura e que foi sabiamente usada por Jesus Cristo, “Quem não é connosco é contra nós”! Essa é uma frase que muitas vezes é usada em contextos políticos e que feliz ou infelizmente tem-se mostrado cada vez mais presente em nossa sociedade. É como se fosse impossível alguém fazer parte de um partido ou grupo político sem concordar com absolutamente tudo o que é dito e feito pelo partido.

Eu me lembro de uma conversa que tive com um amigo há alguns anos. Ele se dizia membro da FRELIMO. Naquela época, o país estava em plena campanha eleitoral e os ânimos estavam acirrados. Meu amigo, porém, parecia não estar muito interessado nas propostas do partido ou nas ideias defendidas pela FRELIMO. Ele simplesmente se dizia “da FRELIMO”.

Perguntei a ele o que isso significava e ele respondeu que era uma questão de identidade. Ele se via como parte deste grupo político e sentia que isso fazia parte de sua história e de sua cultura. Mas quando perguntei sobre os projetos e iniciativas do governo, ele não sabia dizer muito. Na verdade, parecia não ter muita vontade de discutir o assunto.

Fiquei pensando nisso por algum tempo. Como é possível que alguém se identifique com um partido político, mas não esteja interessado em suas ideias e propostas? Será que isso não é um pouco contraditório? Não será esta uma das formas de manifestação dos nossos inimigos ou dos seus cúmplices!

Para ajudar ao meu grande amigo a ganhar consciência, foi preciso lembrar-lhe da frase “Os cúmplices do inimigo são nossos inimigos” proferida por Samora Machel, líder revolucionário e presidente de Moçambique, que nos convida a refletir sobre a importância de identificarmos aqueles que, mesmo sem serem diretamente nossos adversários, colaboram com o nosso oponente.

Muitas vezes, podemos estar cercados por pessoas que, por diversos motivos, ajudam ou compactuam com as ações do nosso inimigo. Essas pessoas podem ser familiares, amigos, colegas de trabalho ou simples conhecidos. No entanto, se não nos posicionarmos firmemente contra elas, estaremos permitindo que elas continuem a agir em favor do nosso adversário e, portanto, se tornam nossos inimigos.

Identificar esses cúmplices requer coragem e discernimento. Precisamos estar atentos às ações e às palavras das pessoas à nossa volta, questionar suas intenções e suas motivações. É fundamental compreender que a luta contra um inimigo não se restringe apenas àqueles que estão diretamente contra nós, mas também aos que nos sabotam indiretamente nas redes sociais, em algumas organizações nacionais e até internacionais que servem para alimentar a certos partidos políticos da oposição nossos inimigos frontais. 

Portanto, devemos estar dispostos a enfrentar esses cúmplices e a denunciá-los, se necessário. Não podemos permitir que o inimigo se fortaleça às nossas custas. Devemos nos unir e trabalhar juntos para vencer essa batalha. Afinal, a luta contra o inimigo é uma luta de todos nós. ouviram bem camaradas? a luta continua.

 

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