Os contra Pátria Amada - por ALBATH DA CRUZ
A pátria é o lugar natal ou adoptivo em relação a qual o indivíduo sente um vínculo afectivo, cultural, histórico e pessoal. O termo vem do latim e esta relacionado aos conceitos de família, pai e terra paterna. Uma pátria é geralmente para cada indivíduo habitante do planeta, o país (em certas ocasiões uma região, cidade ou povoado) onde ele nasceu.
Santo Agostinho de Hipona no seu livro De Civitate Dei, ou seja, A Cidade de Deus, tratou sobre o mundo que se encontra numa relação conflitual entre pátria Celeste e a pátria Terrena. O pensador africano destaca a soberania de Deus como premissa para o bem e a paz na sociedade.
Ele entendia que a política bem exercida depende intrinsecamente da pessoa humana, sobretudo, da relação harmónica entre o corpo e a alma.
Na presente reflexão pretendo cogitar sobre algumas práticas da nossa convivência nocivas na área política. Como sabemos, Aristóteles teria mencionado na antiguidade que todo o homem é de natureza político. Assim sendo, todos nós somos chamados a participar activamente na governação relativa a pátria. Contudo, nossa participação deverá ser de forma correcta evitando sempre pensamentos, vivências e atitudes que atentam aos princípios democráticos e valores patrióticos.
Samora Machel, em seu pensamento, teria dito que não se pode construir a felicidade e o bem-estar do povo com malandros e criminosos. O dever de cada um de nós é dar tudo ao povo, sermos os últimos quando se trata de benefícios e primeiros quando se trata de sacrifícios. Isto seria então exprimir o amor pela pátria, ou seja, servir o povo que é o verdadeiro patrão.
Hoje, os contra pátria amada são sem dúvida todos aqueles não conseguem ver nada de positivo que tem sido edificado pelo governo do dia, com tantas realizações diárias notáveis, que talvez mereçam um reconhecimento, mas, para este tipo de pessoas o governo de Moçambique nunca faz nada de bom.
Mesmo Estando eles mesmos se beneficiando das realizações do governo, os contra pátria criticam só por criticar, dizendo simplesmente o que acham de negativo na sua miopia.
Outra forma de ser um contra pátria é faltar ao dever, servir mal aos utentes nas instituições públicas ou privadas, viver de corrupção, desrespeitar os símbolos nacionais, os feriados, as datas comemorativas, os órgãos de soberania, os dirigentes entre outros.
Viver a par dos Princípios plasmados na Constituição da República que é a nossa Lei-mãe e esta acima de todas outras em Moçambique, poderia ser um indicativo de amor à pátria.
Alguns analistas políticos também parecem-se com os contra a pátria quando apoiados por alguns órgãos de comunicação social e os internautas nos grupos de Whatssap que, apelidei-os há bem pouco tempo de porta-vozes do demónio pela forma como se comportam, ao inverter as informações dadas pelo governo do dia por via dos famosos “memes”, buscando sempre colocar as massas populares desinformadas e agitadas.
Existem alguns jovens distraídos que se deixam levar por inverdades e comentários terroristas e bélicos de algumas pessoas mais velhas de má-fé, que não querem saber do desenvolvimento e do bem estar dos moçambicanos.
Investem no terrorismo em Cabo Delgado e na desinformação para que o povo possa ficar contra as grandes realizações do governo do dia. Outros ficam nos transportes públicos, bares ou em grupos virtuais a falar de coisas que não sabem ou desconhecem.
Falam só por falar, chegando a se igualar aos fariseus da bíblia que procuravam a todo custo aniquilar a Jesus Cristo. Eis então a razão pela qual o Homem foi morto simplesmente por fazer o bem!
Precisamos buscar inspiração na filosofia de Descartes para duvidar de tudo que estes nos dizem para conseguirmos contemplar as verdades claras e evidentes.
É preciso continuar a resgatar os ensinamentos de Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e vasculhar nas entranhas das ideias de Filipe Nyusi valores para estarmos alinhados e prontos a assumir as nossas responsabilidades no seio da comunidade moçambicana, africana e internacional respeitando sempre os valores e leis vigentes da pátria amada. Quid scritum est.

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