Como participar de um debate construtivo da área política e social? Por ALBATH DA CRUZ
Quando falamos sobre o diálogo, pretendemos trazer ao alto uma possível solução para os inúmeros problemas em volta dos grupos em particular, e da sociedade no geral. Em Moçambique, principalmente no seio da juventude, temos verificado discursos verdadeiramente falaciosos, sem fundamento e nem base por parte de alguns jovens de várias esferas e estratos sociais.
Olhando para a história da filosofia, pode-se reconhecer a grandeza do Filosofo Sócrates, pelo facto de ter se destacado no combate dos discursos aparentemente verdadeiros e que na verdade eram repletos de muita falsidade. Assim sendo, os tais discursos eram feitos pelos sofistas, homens que se consideravam detentores da verdade e do pleno conhecimento.
Hoje o que tem acontecido na nossa sociedade moçambicana, também precisa de ser combatido. Apesar de que Sócrates por ter enfrentado estes homens, foi condenado a morte, talvez a mentalidade de hoje não seja a mesma, que mata os que dizem a verdade, dado que, uma e outra pessoa aparece publicamente com enfoque para os grupos das redes socias a falar do que esta correto ou incorreto na nossa sociedade Moçambicana e nada lhe é feito, em muitos dos casos.
Na verdade, algumas formas de diálogo deveriam ser repudiadas, porque em muitos deles, usa-se argumentos não saudáveis para expor um dado raciocínio. Deste modo, um dos argumentos usados é chamado “ad homenim”, que consiste em atacar o adversário sem discutir o conteúdo ou o que esta em causa. Ataca-se o homem e não as ideias. É do tipo de argumento que em vez de apresentar razões pertinentes contra uma determinada opinião, se limita a refutar tal opinião censurando a pessoa que a defende, assim sendo, o ataque pode ser feito em razão da idade, da raça, do seu passado político, dos seus hábitos e costumes, da religião que profeça, etc.
Para melhor esclarecer, pode-se tomar de análise a seguinte ideia que alguns jovens e adultos usam no seu dia a dia. Exemplo:“esse senhor diz que presenciou o crime! Mas que confiança nos pode merecer um pobre bebidolas e poligamo?”.
Um outro tipo de argumento é o “círculo vicioso”, onde alguns interlocutores apresentam semelhanças nos seus princípios, porque a partir de uma afirmação concluem dela diversas conclusões, para terminar afirmando de novo a afirmação inicial como se tivesse sido demostrada.
Assim sendo, queremos nós, nos inspirar na coragem de Martin Luther King, Samora Machel, Madre Tereza de Calcutá, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Desmound Tutu com a receita de seu pai " não levante a tonalidade de sua voz para convencer, melhor os seus argumentos", e dizer a alguns jovens, que o diálogo é algo mágico, que deve ser feito em diversos níveis e sempre; dado que, sem ele não haverá paz e harmonia na sociedade, o diálogo é alimento do amor. Dialogar é crescer e fazer crescer, o diálogo derruba muralhas e constrói pontes entre as diversas mentalidades, idades, temperamentos. O diálogo ajuda a descobrir tanto o positivo como o negativo em nós e nos outros.
O diálogo é tanto necessário quanto menos está em uso! infelizmente hoje entre as diversas geração, culturas e partidos políticos em Moçambique não acontece como deveria ser. Razão pela qual das guerras constantes, humilhações entre os irmãos e amigos.
Queridos jovens moçambicanos, nós defendemos o culto pela capacidade do amor, de simpatia e sintonia, respeito e confiança no outro, isto é, ser autêntico; saber ouvir bem antes de falar; respeitar e não julgar os outros; dar-se a conhecer; dizer a verdade na caridade, pôr-se na pele do outro, não impor mas propor o seu ponto de vista; saber ceder quando o outro tem razão; desarmar-se de todos os mecanismos de defesa.
Sabemos que certos jovens fazem dialogo entre surdos, por que são simplesmente movidos pelos seus interesses ou entre mecanismos de defesa e complexos. Contudo, diálogo político e social, deveria ser humilde, bem como filosófico porque os filósofos defendem alguns princípios para que haja uma conveniência política e pacifica entre os homens, sem deixar de lado as regras para que um jovem político apresente argumentos ou para fazer um diálogo político. Atenção de que todo homem é de natureza política como defendera Aristóteles.
Ora, ao emitir opiniões, um jovem político ou adulto deveria usar as seguintes ideias, na minha opinião, do meu ponto de vista (…) para argumentos, deveria-se dizer, como é do conhecimento geral, como já defendia (…) Para exemplificações, deve dizer, a título de exemplo, para referir apenas um caso (…); para explicações, usa-se ou seja, quer isto dizer que (…); para concluir uma exposição usa-se, em síntese, considerada as razões (…); para tentar manter a palavra, usa-se, como ia dizendo, ainda não terminei, se me deixe concluir (…) para sossegármos, usa-se, de modo algum, como pode pensar que eu (…); para afirmar categoricamente, usa-se, não tenho dúvidas de; profundamente convicto (…); para pedirmos esclarecimento, usa-se, o que quer dizer quando? Como explicar então? (…) Para concordar, usa-se, não ponho em causa, concordo internamente (…) para concedermos, minimizarmos, usa-se, é certo que (…) Mas, não nego … contudo (…) ; para exprimirmos dúvidas, usa-se, não será antes porque, tenho as minhas reservas (…); para exprimirmos impossibilidades, usa-se, parece impossível, é de excluir a hipotese (...); para tentarmos recuperar a palavra usa-se, deixe-me acrescentar que, só interrompo para discordarmos, usa-se, não vejo a relação entre, não percebo a lógica, não posso admitir-lhe que não se trata nada disso, nem aceitar, assim não nos entendemos!
Por último autorizem nos voltar a usar das belas palavras de Martin Luther King e dizer que nós temos um sonho que esta nossa partilha um dia sirva e seja colocada em prática pelos jovens e adultos políticos em particular e da sociedade no geral para que todos os filhos de Deus possam viver em harmonia e sem contendas.
Gostei... 😌
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