Os "Nhongos" da Cidade - Por ALBATH DA CRUZ

Não sou apologista de falar de certos nomes, principalmente os que gostam de usar armas para defender o seu pensamento ou visão sobre mundo.

E mais ainda quando essa luta não tem justificação, por que para mim nunca, mas nunca mesmo devemos usar a violência para defender ideias ou mesmo para que as pessoas nos oiçam. Adolfo Hitler foi um tirano que tanto mal fez a humanidade. Em África também encontramos muitos líderes políticos que vivem na base de armas e procuram sempre usar das mesmas para exporem o seu raciocínio! Que pena…

Cogitar Moçambique - Por Albath da Cruz

Uma vez rabisquei uma carta aberta a Afonso Dhlakama, que Deus ou sei lá quem seja o tenha. Tal escrito era intitulado "Camarada Dhlakama o que são regiões autónomas?"

Esta crónica valeu me um prémio no jornal de maior circulação nacional, assim sendo, foi a de opinião destaque se não a única dos cronistas não permanentes, há sensivelmente sete anos. No tal escrito eu me questionava sobre o uso de armas de fogo para governar ou fazer a política “o governo das armas e a política dos assassinos”. Assim sendo, no mundo vive-se um ambiente conturbado onde existem políticos de armas em punho e armados até aos dentes nas matas, tudo para combater a população. Isto acontece em muitas partes do mundo onde as guerras nunca terminam, principalmente em África onde alguns maldosos nos tornam inimigos uns dos outros.

Muitos de nós não estamos preparados para governar ou para alcançar o poder mas lutamos tanto, derramando muito sangue, para revindicar algo que nunca nos pertenceu. 

Ora vejamos, dentre os vários fazedores da guerra quem mais me arrepia é o nome da pessoa que coloquei como título desta minha reflexão social. Não vejo diferença entre Nhongo e os terroristas que maltratam, amaldiçoam e fazem constante mal aos nossos irmãos na província de Cabo Delgado. Estes são os maldosos do mato e da selva. Talvez Nhongo irrita mais porque como moçambicano poderia se juntar a nós e combater o inimigo externo que tanto faz mal a população indefesa da zona norte da pérola do indico.

E quem são os Nhongos da cidade?

Na verdade não precisa estar no mato para ser como estes delinquentes e desorientados. Assim sendo, há tantos Nhongos nas cidades quanto há nos matos. Estes reclamam de tudo um pouco, até mesmo das coisas que são visivelmente incríveis, como temos visto na chamada Casa do Povo onde algumas bancadas parlamentares se recusam a aceitar coisas brilhantes do Governo do dia.

Assim sendo, acham que sabem muito e eles são os que fazem sempre o correcto. Querem rectificar até aquilo que não entendem, criam “juntas desarmadas de fogo ardente” para combaterem a liderança do dia; as instituições; e pessoas singulares, usando outros tipos de armas letais tais como agitação, manipulação, fofoca, superstição, rancor, maldição e criação de grupinhos contra uma dada Governação, principalmente quando é nova. Os antigos pensam que sabem muito por serem antigos.
E os caçadores de erros também não escapam. São Nhongos porque ao invés de produzir conhecimento e bem-estar para a humanidade, ficam olhando para os outros com o intuito de escavar erros. Eles pensam que sabem tudo, mas na verdade como Sócrates dissera no passado, são os “só sei que nada sei”.

O nível máximo de humildade apesar de este pensamento ser falacioso, mas nos ensina a ser simples e não lutar contra aqueles que procuram investigar e melhorar a vida do dia-a-dia das comunidades.
Outros Nhongos são os homens que maltratam as suas esposas, se acham homens e querem todas as mulher com quem se cruzam na rua. 

Alguns usam e abusam dos seus cargos para atacar as suas subordinadas. Outros dão boleia a toda mulher atraente na via pública e acham que tem o direito de exigir o contacto telefónico para depois insistir em relações amorosas, e algumas “filhas da Eva” com fraqueza realçada, permitem que tudo aconteça no mesmo dia e na viatura como temos visto vídeos imorais a circularem por aqui e por ali. 
Já que mencionei as “filhas da Eva”, dentre elas também existem Nhongues. Quem sou eu para negar que também são, principalmente quando não se valorizam. Andam mal vestidas e querem competir com os homens. Sabe! Vocês nunca vão ser homens! 

Há muitas mulheres que dizem que "se ele faz, eu pago com a mesma moeda e faço igual ou pior…" tudo vira pedra sobre pedra. Outras filhas da Eva não sabem o que querem, maltratam os seus maridos, queimam os coitados com óleo de cozinha, fogo, água ferida e outras armas. 

Há homens que estão a passar mal, nem sabem se chegarão até Dezembro para ver a transição do ano, porque vivem em clima de terror em suas próprias casa. Não têm direito de opinar ou sugerir sobre qualquer coisa em sua própria casa. São obrigados a obedecer aos gostos e prazeres mesquinhos de suas mulhers e os seus nunca são lembrados. 

Estas mulheres que assim se comportam são Nhongues. Muitas destas veneram e deusificam o dinheiro, tudo na vida delas se resume ao dinheiro.

Os Nhongos andam por ali no sector público ou privado quando dificultam o desenvolvimento da nossa nação. Alguns estão vestidos de médicos, trazem batas de enfermeiras, de professores, uniforme de polícias, de cobradores, de camponeses, de jornalistas, de militares, de escritores, de ocupados, de desocupados, de dirigentes, e dentre outras variadas formas.

Precisamos combater os Nhongos! Existem aqueles que tanto me fazem rir porque escondem os seus ideias políticos e acreditam que ao dizerem que são Nhonguistas serão abatidos como animais levados ao matador.

Ser Nhongo vai desde os que estudaram muito, para os que estão a estudar até aos que nada estudaram mas possuem uma educação respeitável, mas a característica comum dentre todos eles é que não seguem os princípios básicos orientadores de uma sociedade mais justa, respeitosa e que aceita as diferenças. 

Ser diferente não é pegar em armas e combater o irmão ou ideias, ou ainda não cuidar do seu filho, da sua esposa, do seu esposo. Ser diferente é não ter medo de pensar como lhe agrada mas respeitando uns aos outros e nunca ousar em momento algum fazer uso da violência, muito menos obrigar os outros a serem ou a cogitarem como você cogita.

Que sejamos como Martin Luther King, que sonhou com uma sociedade mais justa e harmoniosa. Inspirados no Preside Nyusi, quando empossou recentemente os actuais quadros superiores das FDS e disse: " não devem tolerar brincadeiras de Nhongo e seus companheiros", assim sendo que seja combatido severamente ate se render. Que tudo Todo Poderoso nos ajude sempre e que as coisas quanto escrevo um dia sirva para que a humanidade possa refletir e tomar uma decisão de construir um mundo cada vez melhor e que siga os verdadeiros princípios do humanismo.

Eles estão em todos os lados. Estão no trabalho, para se oporem aos seus superiores hierárquicos; estão na família para criticar tudo e todos; estão no grupo de watsap, facebook, twitter, istagram e outras redes de comunicação social preparados e prontos para atacar.

Quem disse que cabelo branco ou careca quer dizer excesso de conhecimento? Cada um sabe o que sabe, ninguém sabe mais do que o outro ainda que seja antigo ou novo num determinado lugar.

Comentários

  1. A necessidade de se respeitar as posições diferentes é urgente no nosso Moçambique contemporâneo

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Deixe aqui a sua opinião...

Mensagens populares deste blogue

Aos profissionais de saúde manifestantes!

Samora Machel e a educação como pilar da construção nacional em Moçambique

Crónica do Peregrino ao Santuário de Fátima em Namaacha