NHONGO DE GORONGOSA: Uma Escola a não seguir para as novas Gerações - Por ALBATH DA CRUZ

Ultimamente não tenho encontrado espaço e tempo para escrever ou reflectir sobre questões políticas no seu verdadeiro sentido. Espero não criar agitação entre os moçambicanos, principalmente na juventude que é o meu principal foco de reflexão neste humilde escrito. Não desejo tampouco terminar crucificado como Jesus Cristo que morreu jovem e muito menos como Sócrates, condenado à morte na sua época acusado de corromper a juventude. Mas escrevo aos jovens, de jovem para jovem.

Outrora publiquei textos de cunho político nacional tais como: “Dhakama o que são regiões autónomas”, “Alguns políticos de moçambique não sabem dialogar”, “O Estado de Direito deve ser norma em África: Segundo Obama”, “Os Sacanas terroristas em Cabo Delgado”, “Os Nhongues da cidade”, “Nhongue sai das matas”. Artigos estes disponíveis na internet, publicados ainda em vários órgãos de comunicação social e assinados por mim mesmo.


Todos estes escritos eram feitos na tentativa de contribuir para a não violência em Moçambique e no mundo. Há partidos políticos ou indivíduos que amam a guerra contra o povo indefeso. Os assassinos da pátria que em algum momento me fizeram cogitar em escrever um tratado sobre os “Contra Pátria”.

Não é fácil escrever sobre a política em qualquer parte do mundo, os filósofos são os que mais coragem tem para falar e escrevem abertamente sobre questões relativas a Governação. A exemplo de Sócrates, Aristóteles, Platão, Rousseau, Locke, Hobbies, Montesquieu, Kant, Hegel, Marx, K. Popper, Kwame Nkrumah, Samora Machel, Severino Ngoenha, por ali em diante. Eu sou amante da filosofia, mas é me difícil escrever sobre estes assuntos da polís porque muitos como tenho dito lutam tanto e matam como Nhongue e sua famosa junta militar fizeram, mas que se lhe dessem o martelo na mão para a toma de decisões, fariam sem dúvidas cada falcatruas para deturpar a governação.

Quando anunciaram a morte de Nhongue, conversei com um amigo manifestando o meu desejo de escrever sobre o fim de um assassino! Mas este chamou-me atenção de que deveria eu escrever tomando em conta de que sou Cristão Católico! Sim sou Cristão e Católico com muito orgulho. Os Cristãos rezam sim pelos mortos, mas não são a favor de assassinos.

Por isso que eu, me desculpem. Fiquei alegre sim quando tomei conhecimento da partida tardia de Nhongue para sei la onde foi. Não estou a julgar, mas alguém que semeio tanta tristeza, luto e dor entre os moçambicanos para onde iria? Não cabe a mim julgar, mas na verdade a morte deste homem acho que foi tardia. Digo isto porque o Governo na pessoa do Presidente da República Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi chamou este homem e seu movimento para a integração e negociação por via do DDR. Mas que não surtiu efeito desejado. Dado que, o mesmo se recusava mesmo com a presença de mediadores.

Hitler a história da humanidade nos conta sobre as suas atrocidades, em África também são inúmeros assassinos e inimigos de suas nações e pátrias. Se fosse para alistar levaria todo o Santo dia para tal.

O que ensinar as novas gerações diante disto tudo? Sem duvida moral e a ética. Os adolescentes e jovens precisam compreender que a vida é feita de sacrifício e diálogo. Ninguém deve usar da violência para alcançar os seus objectivos que no caso de Nhongue era a riqueza. Os jovens devem compreender que Moçambique precisa de cada um de nós para o desenvolvimento da nação. Que o Governo do dia possa estudar formas para que não apareçam mais Nhongues, porque este nome não deixa nenhuma nostalgia entre nós.

Ámen.

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