“Divide et impera”: Reflexões sobre Unidade e Responsabilidade Eleitoral em Moçambique
No
cenário político actual de Moçambique, a máxima latina “divide et impera”, que
significa “dividir para conquistar,” ganha um significado profundo.
Recentemente, vimos a divulgação dos resultados eleitorais pela CNE, um momento
crucial para a democracia, onde a vontade do povo é expressa. No entanto, em
alguns lugares, temos testemunhado convites perpetuados por alguns partidos políticos
da oposição para aderir a marchas de repúdio dos resultados.
É fundamental que, em uma sociedade democrática, haja espaço para contestação e crítica construtiva sem violência. Se existem dúvidas sobre a integridade dos resultados eleitorais, é essencial que se sigam os passos legais para contestar e buscar justiça. A democracia pressupõe que a voz de todos seja ouvida, e os processos legais fornecem uma plataforma para isso como é o caso dos tribunais eleitorais em Moçambique.
No
entanto, optar por ameaças, agitações e convulsões sociais não é apenas prejudicial,
mas também perigoso. Isso desencadeia uma divisão entre os cidadãos,
enfraquecendo a coesão social e a estabilidade do país. A estratégia “divide et
impera” é frequentemente usada por aqueles que desejam enfraquecer um país para
alcançar seus próprios interesses. Um dado importante, nesses chamados a manifestações violentas, eles dizem para que o cidadão leve a sua família, mas eles aparecem lá sozinhos!
Os
inimigos de Moçambique estão atentos a essas divisões e fazem de tudo para nos
dividir, a fim de poderem reinar com as suas multinacionais, levando tudo
aquilo que nos pertence, a exemplo disso a Líbia, Nigéria, Sudão, Congo, Ruanda e Burundi.
Devemos ser vigilantes e tomar precauções contra os apoios externos e ocultos
que podem estar agitando a oposição para, por sua vez, agitar o povo. Como
sabiamente disse Thomas Hobbes na sua obra “Leviatã”, que a ausência de um
governo central ou autoridade, a vida humana seria caracterizada por uma “guerra
de todos contra todos” é uma receita para o caos e a instabilidade. Deste modo,
o Governo de Moçambique, é chamado a manter a ordem e tranquilidade pública.
A
unidade é a maior força de uma nação. Em vez de nos deixarmos levar por
conflitos e desordem, devemos nos concentrar na construção de uma sociedade
inclusiva e justa. Isso requer diálogo, respeito pelas instituições
democráticas e pela vontade do povo, e um compromisso com o bem-estar de todos
os cidadãos.
Em
resumo, “divide et impera” deve ser reconhecido como uma estratégia que
enfraquece nações e não deve ser alimentado por ações impulsivas. A
responsabilidade de todos, desde líderes políticos até cidadãos comuns, é
preservar a unidade e a estabilidade de Moçambique, respeitando o processo
democrático e buscando soluções pacíficas para qualquer descontentamento
político. Somente assim poderemos resistir aos esforços de divisão e construir
um Moçambique mais forte e unido.

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